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Ataque ao BTG Pactual: o que aconteceu e o que o Pentest tem a ver com a segurança da sua empresa

Ataque ao BTG Pactual: o que aconteceu e o que o Pentest tem a ver com a segurança da sua empresa
7:16

No último domingo, o BTG Pactual foi alvo de um ataque cibernético que desviou aproximadamente R$ 100 milhões em recursos operacionais. O Pix foi suspenso preventivamente, a Polícia Federal foi acionada e parte dos valores já foi recuperada. A operação voltou ao normal na segunda-feira.

Não trazemos esse caso para apontar erros de ninguém. O BTG é uma das instituições financeiras mais estruturadas do país, e mesmo assim foi alvo. O que esse episódio coloca em pauta para qualquer empresa é uma questão simples e urgente: se tentassem entrar nos seus sistemas hoje, por onde conseguiriam? É essa pergunta que o Pentest existe para responder, antes que outra pessoa o faça.

Indice

  • Ataques acontecem com empresas de todos os portes
  • O que o Pentest realmente faz
  • A diferença entre saber que tem falha e saber que ela é explorável
  • Como o processo funciona na prática
  • Quais ambientes devem ser testados
  • Pentest não substitui — complementa
  • Quando faz sentido contratar
  • O que esperar do relatório
  • Como a Avant conduz o Pentest

Ataques acontecem com empresas de todos os portes 

Uma das percepções mais perigosas sobre cibersegurança é a de que ataques sofisticados só acontecem com grandes corporações ou instituições financeiras. Os dados contradizem isso de forma consistente.

O Brasil registrou mais de 700 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos em 2024, segundo a Fortinet, e uma parcela crescente dessas tentativas é direcionada a empresas de médio porte, justamente por apresentarem sistemas conectados com menor nível de proteção estruturada.

O raciocínio do atacante é pragmático: o esforço para comprometer uma empresa sem controles avançados é significativamente menor. Não se trata de visibilidade, trata-se de oportunidade. E oportunidade, nesse contexto, é sinônimo de vulnerabilidade não identificada.

Fornecedores, prestadores de serviço, empresas com integrações externas ou que armazenam dados de clientes estão todos dentro desse radar. A exposição não exige grande porte — exige apenas que existam brechas. E brechas existem em qualquer ambiente que nunca foi testado com profundidade.

O que o Pentest realmente faz 

Pentest é a abreviação de Penetration Test. Na prática, é uma simulação controlada e autorizada de um ataque real, conduzida por especialistas em segurança com o objetivo de identificar até onde um agente externo ou interno conseguiria avançar dentro do ambiente da empresa.

O ponto central não é encontrar falhas teóricas, é validar se essas falhas são exploráveis e o que aconteceria se alguém as usasse. Essa distinção muda completamente o tipo de informação que a empresa recebe ao final do processo.

Enquanto ferramentas automáticas listam vulnerabilidades conhecidas, o Pentest responde uma pergunta diferente: dado o meu ambiente real, com as configurações que tenho hoje, o que um atacante conseguiria fazer?

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A diferença entre saber que tem falha e saber que ela é explorável 

Muitas empresas realizam varreduras automáticas ou contratam auditorias de conformidade e concluem que estão protegidas. Mas há uma diferença crítica entre identificar que uma vulnerabilidade existe e confirmar que ela pode ser explorada, e qual o impacto real dessa exploração.

Imagine uma porta com uma fechadura defeituosa em um corredor que ninguém usa. O scanner aponta a fechadura. O Pentest testa se a porta abre, o que tem do outro lado e se esse acesso permite chegar a outros ambientes mais críticos.

Essa camada de validação prática é o que torna o Pentest insubstituível em uma estratégia de segurança madura.

Leia também: Tentativas de phishing crescem 617% no Brasil, entenda o impacto.

Como o processo funciona na prática 

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O Pentest segue fases bem definidas que garantem controle, segurança e relevância dos resultados:

Escopo e planejamento: antes de qualquer ação técnica, são definidos os limites do teste, quais sistemas serão avaliados, quais tipos de ataque são autorizados e quais impactos são aceitáveis durante a execução. Essa etapa protege tanto a empresa quanto a equipe responsável pelo teste.

Reconhecimento: os especialistas mapeiam o ambiente como um atacante real faria, identificando serviços expostos, tecnologias em uso, portas abertas e possíveis superfícies de entrada. É a fase de inteligência antes da ação.

Exploração controlada: com as vulnerabilidades mapeadas, o time testa quais podem ser efetivamente usadas para avançar dentro do ambiente. O objetivo é reproduzir o comportamento de um ataque real, dentro dos limites definidos no escopo.

Análise de impacto: cada vulnerabilidade explorada é avaliada pelo que representa para a operação, acesso a dados sensíveis, comprometimento de sistemas críticos, possibilidade de movimento lateral dentro da rede.

Relatório e recomendações: o processo é finalizado com um documento técnico e executivo que traduz os achados em decisões. Não apenas o que foi encontrado, mas o que precisa ser corrigido, em qual ordem e com qual urgência.

 

Quais ambientes devem ser testados  

O Pentest pode ser aplicado em diferentes camadas do ambiente corporativo, dependendo do que a empresa considera mais crítico:

  • Aplicações web e portais internos — sistemas acessados via navegador que concentram dados e funcionalidades sensíveis
  • Infraestrutura de rede — servidores, serviços e acessos expostos à internet ou à rede interna
  • APIs e integrações — conexões entre sistemas que frequentemente concentram permissões amplas e recebem menos atenção de segurança
  • Fator humano — simulações de engenharia social que testam se as equipes conseguem identificar tentativas de manipulação

A escolha do escopo deve ser guiada pelo que representa maior risco real para a operação, não pelo que é mais fácil de testar.

Pentest não substitui — complementa 

O Pentest não é uma solução isolada. Ele funciona melhor quando integrado a uma estratégia mais ampla que inclui políticas de segurança claras, controles de acesso bem configurados e equipes com nível adequado de conscientização.

O que o Pentest faz com precisão é revelar as lacunas entre o que a empresa acredita que está protegido e o que de fato está. A partir dessas evidências, as decisões de investimento em segurança deixam de ser baseadas em suposições e passam a ser orientadas por dados reais.

Vale reforçar: ter antivírus, firewall e outras ferramentas de proteção não elimina a necessidade de Pentest. Essas ferramentas protegem contra o que já é conhecido. O Pentest descobre o que ainda não foi identificado, as falhas específicas do seu ambiente, das suas configurações, das suas integrações. É uma camada diferente de proteção, com uma função que nenhuma ferramenta automatizada consegue substituir.

Leia também: Guia completo de Pentest, tudo que você precisa saber sobre testes de invasão.

Quando faz sentido contratar 

Alguns momentos específicos tornam o Pentest especialmente relevante:

  • Antes do lançamento de novos sistemas ou plataformas
  • Após mudanças significativas na infraestrutura ou nas integrações
  • Como prática periódica, especialmente em ambientes que evoluem com frequência
  • Quando a empresa passa a lidar com volume maior de dados sensíveis
  • Após um incidente de segurança, para entender a extensão real da exposição

A periodicidade ideal varia conforme o perfil da empresa, mas ambientes que mudam com frequência exigem avaliações mais regulares.

O que esperar do relatório hacker-8033977_1280

Um bom relatório de Pentest vai além da lista de vulnerabilidades. Ele deve ser compreensível para quem toma decisões, não apenas para quem tem perfil técnico.

Os elementos essenciais incluem descrição clara de cada vulnerabilidade encontrada, evidências da exploração, classificação de risco por criticidade e recomendações de correção com orientação de prioridade. O objetivo é que, ao final da leitura, a empresa saiba exatamente o que fazer, e por onde começar.

Um relatório bem construído também diferencia vulnerabilidades por impacto real no negócio, não apenas por gravidade técnica. Uma falha crítica em um sistema interno pouco acessado pode ter impacto menor do que uma vulnerabilidade moderada em uma integração que processa dados sensíveis de clientes todos os dias. Essa leitura de contexto é o que transforma o relatório em ferramenta de gestão, não apenas em documento técnico.

Como a Avant conduz o Pentest 

Na Avant, o Pentest é conduzido com foco em risco real e resultado prático. Trabalhamos com metodologias reconhecidas pelo mercado, profissionais certificados e relatórios construídos para orientar decisão, não para cumprir protocolo.

Mas o trabalho não termina na entrega do relatório. Acompanhamos o processo de correção, ajudamos a priorizar o que precisa ser resolvido primeiro e seguimos presentes enquanto a empresa evolui sua postura de segurança.

Porque saber onde está vulnerável é só o começo. O que fazemos com essa informação é o que define o resultado.

Se sua empresa ainda não avaliou suas defesas de forma estruturada, fale com o nosso time de especialistas.

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Avant Services
A Avant Services é uma referência em cibersegurança, dedicada a proteger empresas e indivíduos contra as ameaças digitais mais complexas. Com uma equipe de especialistas em segurança da informação e um compromisso contínuo com a inovação, compartilhamos conhecimento prático e análises aprofundadas para manter você atualizado e seguro. Nosso blog aborda tendências, melhores práticas e insights do setor, ajudando a fortalecer sua defesa cibernética e a navegar no mundo digital com confiança.

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